5 ilhas gregas menos lotadas que Santorini
Santorini recebe milhões de visitantes por ano e concentra grande parte deles em poucas horas do dia, entre a chegada dos navios de cruzeiro e o pôr do sol em Oia. O resultado é conhecido: ruas congestionadas, restaurantes com lista de espera e preços de alojamento entre os mais altos da Grécia. A boa notícia é que o arquipélago das Cíclades tem dezenas de ilhas com a mesma paisagem de casas brancas, água turquesa e falésias vulcânicas — e com uma fração da multidão.

Por que procurar alternativas
O excesso de turismo deixou de ser um problema abstrato para as ilhas gregas mais procuradas. Em Santorini, as autoridades locais têm vindo a limitar o número diário de passageiros de cruzeiro desembarcados e a discutir taxas específicas em época alta, precisamente para aliviar a pressão sobre infraestruturas dimensionadas para uma população residente reduzida.
Para o viajante, a consequência prática é simples: as ilhas vizinhas oferecem experiência semelhante, alojamento mais acessível e uma relação mais próxima com a vida local. Todas as cinco ilhas a seguir estão ligadas por ferry a Pireu, o porto de Atenas, e várias podem ser combinadas num mesmo itinerário.
1. Milos — Paisagens vulcânicas e mais de 70 praias

Milos é a resposta mais direta a quem procura o cenário dramático de Santorini sem a multidão. A ilha nasceu de atividade vulcânica e apresenta formações rochosas brancas que parecem esculpidas, como as de Sarakiniko, além de enseadas de água transparente acessíveis apenas por barco, caso de Kleftiko.
A vila de Klima, com as suas casas de pescadores (as chamadas syrmata) pintadas em cores vivas, é o cartão-postal da ilha. Plaka, a capital, oferece um dos melhores pores do sol das Cíclades a partir do castelo veneziano.
- Como chegar
- Ferry desde Pireu (3h a 7h, conforme a embarcação) ou voo doméstico a partir de Atenas.
- Quanto tempo ficar
- 3 a 4 dias.
- Não perder
- Passeio de barco à volta da ilha, com paragem em Kleftiko.
2. Kimolos — A vizinha silenciosa de Milos

A escassos 30 minutos de ferry de Milos, Kimolos mantém o ritmo de uma ilha grega de outra época. Não existem resorts de grande dimensão nem trânsito: a vida concentra-se na Chorió, um labirinto de ruelas caiadas onde as tavernas servem à mesa o que chegou do mar nessa manhã.
As praias de Prassa e Bonatsa têm areia clara e água rasa, ideais para dias longos e sem pressa. Quem gosta de caminhar deve seguir até Skiadi, uma formação rochosa em forma de cogumelo esculpida pelo vento.
- Como chegar
- Ferry a partir de Pollonia, em Milos (cerca de 30 minutos).
- Quanto tempo ficar
- 1 a 2 dias, ou uma excursão de um dia desde Milos.
- Não perder
- O pôr do sol na praia de Prassa e o jantar na Chorió.
3. Folegandros — Falésias, silêncio e uma das vilas mais bonitas da Grécia

Folegandros entrega a estética de Santorini — casas brancas suspensas sobre o mar — numa escala muito menor e sem circuitos de autocarros turísticos. A Chora está construída no topo de uma falésia com mais de 200 metros e é atravessada por praças sombreadas por árvores, fechadas ao trânsito.
A subida até à igreja de Panagia, ao entardecer, é o momento alto da visita. As praias, como Katergo e Agali, exigem caminhada ou barco, o que ajuda a manter o número de visitantes baixo mesmo em agosto.
- Como chegar
- Ferry desde Pireu (4h a 9h) ou ligações rápidas a partir de Santorini, Milos e Naxos.
- Quanto tempo ficar
- 2 a 3 dias.
- Não perder
- O percurso a pé da Chora até Panagia ao fim da tarde.
4. Amorgos — Montanha, mergulho e o mosteiro suspenso

A mais oriental das Cíclades ficou conhecida pelo filme O Grande Azul e continua a ser um destino de nicho. O Mosteiro de Hozoviotissa, do século XI, está literalmente encravado numa falésia a 300 metros acima do mar e recebe visitantes mediante código de vestuário.
Amorgos é também uma ilha de trilhos: os antigos caminhos de pedra entre aldeias estão sinalizados e permitem percursos de meio-dia com vistas contínuas sobre o Egeu. Para quem mergulha, o naufrágio do Olympia, na baía de Kalotaritissa, é uma paragem obrigatória.
- Como chegar
- Ferry desde Pireu (5h a 9h) ou ligações a partir de Naxos.
- Quanto tempo ficar
- 3 dias.
- Não perder
- Hozoviotissa ao início da manhã, antes do calor.
5. Naxos — A maior das Cíclades, com praias e montanha

Naxos é a escolha certa para quem viaja com mais dias ou procura variedade: tem praias extensas de areia fina no litoral oeste, aldeias de montanha no interior e uma produção local de queijo, batata e citrinos que sustenta uma gastronomia própria.
A Portara, portal de mármore de um templo de Apolo inacabado, marca a entrada do porto e é o ponto clássico para ver o sol desaparecer. Sendo uma ilha grande, absorve bem os visitantes: mesmo em época alta é possível encontrar praias tranquilas.
- Como chegar
- Ferry desde Pireu (3h30 a 5h30) ou voo doméstico a partir de Atenas.
- Quanto tempo ficar
- 4 a 5 dias.
- Não perder
- As aldeias de Halki e Apeiranthos e a praia de Plaka.
Como montar o itinerário
A forma mais eficiente de conhecer várias destas ilhas é escolher uma base bem servida de ferries e ir saltando. Milos funciona bem como ponto de partida, com ligação rápida a Kimolos e Folegandros; Naxos, por sua vez, é o principal nó de ligação para Amorgos e para o resto das Cíclades. Reserve os bilhetes de ferry com antecedência entre julho e agosto e evite planear travessias no mesmo dia de um voo internacional, uma vez que o vento meltemi pode provocar cancelamentos no verão.
A melhor altura para visitar é entre o final de maio e meados de junho ou em setembro: o mar está quente, os preços descem e as vilas mantêm-se tranquilas.
Antes de reservar
Passeios de barco, transferes e entradas podem ser reservados com antecedência nos nossos parceiros — e há cupões ativos na página de Descontos e Parcerias. Vale também rever as dicas úteis para economizar em alimentação e experiências durante a viagem.